Modelo social da deficiência

O modelo social é  a abordagem que surgiu nos anos 1960, no Reino Unido, por iniciativa de pessoas com deficiência reunidas no chamado Social Disability Movement, e provocou reviravolta nos modelos tradicionais de compreensão da deficiência ao retirar do indivíduo a origem da desigualdade, experimentada pelos deficientes, e devolvê-la à sociedade. É uma corrente teórica e política que se contrapõe ao modelo médico dominante.

Segundo o modelo social, as dificuldades – ou a maior parte das dificuldades – enfrentadas por pessoas com deficiência são resultado da forma pela qual a sociedade lida com as limitações e as sequelas físicas, intelectuais, sensoriais e múltiplas de cada indivíduo.

Pelo modelo social, existe deficiência, pois não há acessibilidade.

No caso do autismo a inacessibilidade é vivenciada de diversas maneiras. Inacessibilidade na comunicação (falta de metodologias para comunicação aumentada, no caso dos não falantes ou de fala limitada), inacessibilidade sensorial nas escolas, locais de trabalho, etc, inacessibilidade na locomoção, etc.

Neste contexto, ganha vital importância a questão da acessibilidade em todas as suas dimensões. O modelo social é um assunto a ser estudado nas escolas e nas universidades, pois ensina crianças e jovens a se relacionarem diretamente com a diversidade e a não mais combatê-la.

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Referências:

Cláudia Werneck. Modelo médico x Modelo social da deficiência 

Luciana Neves da Silva Bampi; Dirce Guilhem; Elioenai Dornelles Alves. Modelo social: uma nova abordagem para o tema deficiência Rev. Latino-Am. Enfermagem. 18(4):[09 telas] jul-ago 2010

Ilustrações: Handicap International http://www.making-prsp-inclusive.org/pt/pagina-inicial.html

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